Vereador WGS - Guinho se fez presente no IGEM 2019 em Boston - USA!BLOG BAHIA

1 de nov. de 2019

Vereador WGS - Guinho se fez presente no IGEM 2019 em Boston - USA!

IGEM 2019 - A Internacional Genetically Engineered Machine (iGEM). É a maior competição de Biologia sintética do mundo.
A UNIASSELVI, UFRGS, UFAM, UFRJ, USP, mostraram presentes no evento por meio de seus representantes.  O IGEM é uma fundação e organização independente, sem fins lucrativos, dedicada ao avanço da biologia.
Um fator importante da biologia sistêmica é que ela pode através da modulação de fungos e bactérias geneticamente modificado podem combater pragas e doenças na agricultura. Uma opção que está se mostrando mais barata, mais saudável na produção de alimentos. 


Pois a biologia sintética já está trabalhando para produzir micróbios, bactérias e fungos geneticamente manipulados capazes de provocar uma auto destruição entre as praga ou criação de um predador natural que vai eliminar as principais pragas da soja e do milho por exemplo e sem uso de agrotóxicos. As vantagens serão enormes sem resíduo tóxicos nos lençóis freáticos e sem os efeitos colaterais dos agrotóxicos. Vamos estar produzindo alimentos totalmente saudáveis e livres de qualquer substância tóxica ! Isso que é usar a racionalidade na sustentabilidade humana!
A biologia sintética, ciência capaz de sintetizar organismos para produzir o que queremos, e como ela pode se relacionar com o meio ambiente Aranhas e insetos produzindo a roupa que você usa? Parece estranho, mas já existem empresas fazendo isso. Pesquisadores estudaram o DNA das aranhas e analisaram o modo como elas produzem as fibras de seda. Assim, eles conseguiram reproduzir em laboratório uma fibra feita de água, açúcar, sal e levedura que, no microscópio, possui as mesmas características químicas da natural. Também já existe "leite de vaca" que não veio da vaca e até um filamento mais forte que o aço produzido a partir da substância viscosa de um peixe. Todos esses são exemplos de aplicação da biologia sintética. 

No fim do século XX se iniciou uma revolução biotecnológica, em que novas vertentes da biologia surgiram. A biologia sintética é uma área que ganha destaque desde que surgiu oficialmente, em 2003, e tem suas principais possibilidades de aplicação na indústria, no meio ambiente e na saúde humana. A definição de biologia sintética se dá pela integração de diferentes áreas da pesquisa (química, biologia, engenharia, física ou ciência da computação) com a construção de novos componentes biológicos, envolvendo também o re-design de sistemas biológicos naturais que já existem. Usar a tecnologia de DNA recombinante (uma sequência de DNA proveniente de diferentes fontes) não é um desafio para a biologia sintética, pois isso já ocorre; a aposta é desenhar organismos que atendam às necessidades atuais da humanidade. Uma aliada da biologia sintética é a biomimética, que busca soluções para as nossas necessidades inspiradas na natureza. Com a biologia sintética será possível recriar sistemas inteiros, não apenas uma parte. Foi a partir de 2010 foi que a biologia sintética ganhou notoriedade. Naquele ano o cientista americano John Craig Venter conseguiu realizar algo genial: ele criou o primeiro organismo com vida artificial em laboratório da história. Ele não criou uma nova forma de vida em si, e sim “imprimiu” o DNA criado a partir de dados digitais, e o introduziu em uma bactéria viva, transformando-a na versão sintética da bactéria Mycoplasma mycoides. Venter afirma que este foi o “primeiro organismo vivo cujo pai é um computador”. Hoje há um banco de dados disponível na internet, com milhares de “receitas” de DNA para serem impressos, chamados biobricks. As bactérias com genoma sintético agem exatamente do mesmo modo que sua versão natural, e é assim que conseguimos reprogramar bactérias e fazer com que ajam do modo que desejamos para produzir certos materiais, como seda e leite. 

A empresa responsável pela produção de fibras de seda a partir da observação de aranhas citada no começo deste texto é a Bolt Threads. O "leite de vaca" artificial é o Muufri, criado por dois bioengenheiros veganos. Ele é produzido segundo os mesmos princípios da cerveja e é uma mistura de ingredientes (enzimas, proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas, minerais e água). Esse "leite sintético" possui o mesmo gosto e características nutricionais que o original. Já o filamento hiper resistente é obra do laboratório Benthic Labs, que fabrica diversos materiais, como cordas, embalagens, roupas e produtos de saúde, através desse filamento proveniente do hagfish (espécie de peixe também conhecido como myxini). O código de DNA do peixe é introduzido na colônia de bactérias, que começa a sintetizar o filamento. Ele é dez vezes mais fino que um fio de cabelo, mais forte que náilon, aço e tem propriedades absorventes e antimicrobianas.

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