Angical: Em depoimento, mãe nega aborto criminoso, mas confessa que jogou bebê em terreno baldioBlog Bahia

27 de jan. de 2021

Angical: Em depoimento, mãe nega aborto criminoso, mas confessa que jogou bebê em terreno baldio

 

A mãe do bebê encontrado morto e parcialmente comido por animais na cidade de Angical se apresentou espontaneamente na delegacia de Barreiras, onde o caso está sendo apurado pelo delegado José Romero, substituto da delegacia daquele município.


Durante depoimento, Juliana revelou que teve aborto natural, no domingo (24), em seguida arremessou o feto em um terreno baldio, por cima do muro da casa de sua mãe. O delegado ressalta que a indagou várias vezes sobre o motivo de ter jogado o recém-nascido naquele local, mas a mesma nada respondeu. “Apenas disse que ele tinha nascido morto”, completou.


A denunciada afirma que estava grávida de três meses e não recebia acompanhamento de pré-natal. No dia do aborto, encontrava-se na residência de sua genitora, por volta das 16h 00, instante em que sentiu dor de parto e pariu sozinha. Garante que ainda tentou avisar ao esposo, o qual bebia com amigos em uma casa vizinha, em frente, mas ele não ouviu seu chamado. “Pelo tamanho do feto, eu acredito que ela já estava no sexto ou sétimo mês de gestação. A criança é muito grande para ter apenas três meses como foi relatado em seu depoimento”.


Ela também diz que passou mal, horas após de dar á luz ao bebê, sofreu hemorragia e foi levada para o serviço médico da cidade, onde os atendentes desconfiaram que o sangramento era proveniente de um parto, mas, segundo o delegado, tudo foi confirmado depois que um primo de Juliana viu um cachorro arrastando o feto, indo em direção à residência da mãe dela. “Essa história de que ela jogou o corpo para ser comido pelos cachorros não procede. Foi divulgação equivocada de alguns blogs”, observou.


O delegado esclarece que o recém-nascido foi localizado depois de aproximadamente 24 horas, com um dos braços amputado e mutilação do crânio, provavelmente provocadas por cães, mas observa que o estado do corpo não atrapalha o trabalho de perícia do Instituto Médico Legal.


Não há previsão de conclusão do inquérito policial, pois vai depender da data de encerramento dos trabalhos de investigação e emissão de laudos periciais da polícia científica. Romero ainda promete ouvir a mãe e o marido de Juliana, que ainda serão intimados.


Romero aguarda laudo pericial do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que por meio de exames necroscópicos, poderá identificar se o bebê nasceu morto ou vivo, porque Juliana revela que estava desacompanhada quando sentiu dor de parto e deu a luz. “A investigada só será indiciada por infanticídio, caso haja comprovação de que a criança nasceu com vida”.


Quando perguntamos sobre a possibilidade de Juliana ter sofrido distúrbio psiquiátrico do puerpério, o delegado respondeu que ele não teria condição de fazer esse tipo de análise, mas durante interrogatório, a autora afirmou várias vezes que agiu sem motivos. “Indaguei se tinha tomado algum abortivo, se foi motivada por alguém, ou havia brigado com o marido ou algum outro membro da família, e todas as respostas foi não”


Fonte: Blog Bahia   /  Alô Alô Salomão

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