A produção de Arroz no oeste baianoBlog Bahia (O Portal de Notícias do Oeste Baiano)

25 de abr. de 2022

A produção de Arroz no oeste baiano

 

O arroz é considerado o produto de maior importância econômica em muitos países em desenvolvimento, constituindo-se alimento básico para cerca de 2,4 bilhões de pessoas. É uma cultura que apresenta grande capacidade de se adaptar a diferentes condições de solo e clima.

Cultivado e consumido em todos os continentes, o arroz se destaca pela produção e área de cultivo, desempenhando papel estratégico tanto em nível econômico quanto social para os povos das nações mais populosas da Ásia, África e América Latina.

Na mesa do brasileiro, o arroz é indispensável. É alimento que compõe a cesta básica do brasileiro, com a produção ocorrendo nas cinco regiões do País. A liderança destacada cabe ao Sul (80,7% da produção nacional em 2017/2018), vindo a seguir, com expressiva desvantagem, o Norte (8,8%), Centro-Oeste (5,6%), Nordeste (4,4%) e Sudeste (0,4%).

O Nordeste foi a única região do País em que a produção cresceu na safra 2017/2018. O sistema fundiário, a utilização de modernas tecnologias, a exemplo de irrigação artificial e sementes selecionadas, explicam as diferenças de produtividade, principalmente na região Oeste da Bahia.

Segundo os dados da Conab, a Bahia tem hoje uma área de 15,8 mil hectares ocupados com a cultura do arroz, a região oeste com 4 mil hectares. A produtividade média local da safra é de 20 sacas/ha chegando a um total de 4,800 mil toneladas de produção.

A região já chegou a produzir mais de 90% do arroz baiano, mas, o baixo retorno da atividade fez com que muitos produtores migrassem para outras culturas e utilizassem o arroz apenas para abertura de novas áreas. Na Região Nordeste, a intenção é de aumento na área plantada com o arroz em sequeiro. Dessa forma, a estimativa da área total de arroz na Região é de 158 mil hectares.

 

Vale lembrar que atualmente o plantio de arroz ocorre através de dois sistemas diferentes: irrigado e sequeiro. O sistema predominante no Brasil é o arroz irrigado ou várzea, representando quase 80% das lavouras de arroz, os 20% restantes são de arroz de sequeiro. Porém, para implementação de uma plantação de arroz é necessário que o produtor esteja sempre atento a medidas de manejo que possibilite uma maior produção.

No sistema de plantio irrigado o solo é mantido coberto com uma lâmina d’água durante a maior parte do ciclo da cultura, sendo drenada somente alguns dias que antecedem a colheita. Já o arroz de sequeiro ou de terras altas, o plantio é realizado sem que o solo seja submerso. E no Brasil este sistema é mais comum no cerrado.

O arroz de sequeiro inicialmente foi muito utilizado para abertura de novas áreas, por causa do menor investimento e por suportar maior acidez do solo. Atualmente, este tipo de plantio vem sendo muito utilizado como rotação de cultura. O arroz de sequeiro apresenta menores níveis de produtividade que o arroz irrigado, no entanto com as pesquisas e estratégias de manejo, espera-se que o arroz de sequeiro seja mais cultivado e obtenha maior produtividade.

No oeste da Bahia, devido principalmente ao preço atrativo do cereal o plantio desta cultura tem crescido na região. A área de arroz que é predominantemente oriunda da agricultura familiar, com exceção das áreas irrigadas, onde predomina a agricultura empresarial, pode se tornar um investimento atrativo para os agricultores nos próximos anos.


Fonte: Blog Bahia  /  Fala Barreiras

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