Inpasa prepara 6ª usina em Luís Eduardo Magalhães e reforça Bahia como polo exportador de biocombustíveisBlog Bahia - O Portal de Notícias do Oeste Baiano

13/02/2026

Inpasa prepara 6ª usina em Luís Eduardo Magalhães e reforça Bahia como polo exportador de biocombustíveis

 Investimento de R$ 950 milhões pelo BNDES permitirá produção de 498 milhões de litros de etanol por ano e a geração de 500 empregos diretos em LEM

A Inpasa, maior produtora de etanol de milho da América Latina, está prestes a iniciar as operações de sua sexta biorrefinaria em Luís Eduardo Magalhães (LEM), no Oeste da Bahia.Política

A entrevista do diretor de Comunicação e Marketing da empresa, Renato Teixeira, à CNN, ocorreu dias após a divulgação da coalizão no Congresso que mira R$ 260 bilhões para acelerar a cadeia dos biocombustíveis. Ele destacou:

“Estamos prestes a inaugurar nossa sexta usina em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, nas próximas semanas, fortalecendo o papel da região como polo exportador e aproveitando o potencial agrícola local”.

Lançamento da pedra fundamental da nova unidade, em 2024

O investimento total da unidade é de R$ 950 milhões, incluindo R$ 350 milhões do Fundo Clima, via BNDES. A planta marca a transição da Bahia de importadora para exportadora de biocombustíveis.

Capacidade produtiva e impacto econômico

Instalada em 125 mil m², a planta processará 1 milhão de toneladas de milho por ano, produzindo:

  • 498 milhões de litros de etanol,
  • 248 mil toneladas de DDGS (farelo de milho para nutrição animal),
  • 24 mil toneladas de óleo vegetal,
  • 185 GWh de energia elétrica por cogeração.
  • No auge da operação, previsto para 2027, a usina gerará 450 a 500 empregos diretos, após mobilizar mais de 3 mil indiretos na fase de construção.

Expansão nacional e descarbonização

Teixeira detalhou que a inauguração integra um plano de expansão da Inpasa, com R$ 7 bilhões em novas unidades pelo Brasil. Atualmente, há frentes em Rondonópolis e Nova Mutum (MT), além de projetos em Goiás e Mato Grosso do Sul. Desde 2019, a empresa já investiu R$ 15 bilhões, mantendo crescimento anual de 50%.

O modelo aproveita a “safrinha” brasileira, permitindo colher soja no verão e milho na sequência, garantindo matéria-prima constante sem competir com áreas destinadas à alimentação.

Segundo o diretor, “esse modelo posiciona o biocombustível brasileiro como peça-chave na descarbonização de setores críticos, como aviação e transporte marítimo internacional”.

Com a nova unidade, o Brasil reforça sua posição como segundo maior produtor mundial de etanol, atrás apenas dos Estados Unidos.

Ficha Técnica da Unidade LEM

  • Investimento: R$ 950 milhões (BNDES/Fundo Clima)
  • Moagem: 1 milhão de toneladas de milho/ano
  • Produção de Etanol: 498 milhões de litros/ano
  • Coprodutos: 248,9 mil toneladas de DDGS e 24,8 mil toneladas de óleo vegetal
  • Energia: 185 GWh de excedente elétrico
  • Empregos: 500 diretos (operação) e 3.000 indiretos (obras)

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