
Ouvir quem está no campo, compreender as demandas locais e levar informação técnica aplicada para aprimorar a condução das lavouras. Com esse propósito, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) realizou, nos dias 27 e 28 de outubro, mais uma etapa do Abapa Conecta nos municípios de Cocos e Correntina, no Oeste baiano. Criada para estreitar os laços com os associados, a iniciativa funciona como canal direto para apresentação de resultados da entidade, escuta ativa das bases e debate de soluções conjuntas voltadas ao fortalecimento da cotonicultura.
Na terça-feira (27), a programação teve início na Fazenda Santa Colomba, em Cocos, reunindo os cotonicultores que compõem o núcleo regional Jaborandi/Cocos. No dia seguinte (28), a agenda seguiu para a Fazenda Tapera Grande, localizada no distrito de Rosário, em Correntina, mobilizando produtores do núcleo Rio Grande/Rosário.
Para o vice-presidente da Abapa, Douglas Orth, a mobilização demonstra a força do diálogo direto com as fazendas. “É um momento de diálogo com os produtores de cada núcleo, em que nossa equipe compartilha os resultados e apresenta as ações desenvolvidas pela Abapa nas diferentes áreas de atuação”, destacou. Orth também chamou atenção para a representatividade do encontro em Rosário: “A Bahia tem cerca de 80 grupos que plantam algodão, e oito estão representados neste encontro, o equivalente a 10% do total”.

Entre os temas debatidos ao longo das rodadas, a programação técnica contemplou ações de defesa fitossanitária, qualificação por meio de treinamentos e a introdução de novas ferramentas voltadas à gestão integrada das propriedades. Ganhou destaque a apresentação do InfoFITO, plataforma atualmente em desenvolvimento pela Abapa. O sistema foi estruturado para consolidar e correlacionar dados de manejo fitossanitário, registros de operações agrícolas e laudos de qualidade da fibra, oferecendo ao cotonicultor uma base comparativa sólida de desempenho entre os talhões de sua fazenda.
Para o gerente fitossanitário da entidade, Giorge Gomes, atender às singularidades de cada polo produtivo é fundamental para o sucesso das ações. “O Abapa Conecta nos permite levar informações técnicas aos produtores, respeitando essa realidade. Mesmo com os desafios de deslocamento, as chuvas e o início do plantio, tivemos uma boa participação no encontro de Cocos/Jaborandi. O diálogo com os cotonicultores é fundamental para reforçar a importância do monitoramento constante de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, e da adoção adequada das medidas fitossanitárias”, pontuou Giorge.
A dinâmica dos encontros também foi valorizada pela liderança local. Anfitrião da primeira agenda, o diretor técnico-operacional da Fazenda Santa Colomba, Carlos Leandro, ressaltou o papel do evento na coesão do setor. “Foi uma oportunidade de estreitar a relação com a Abapa, conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela associação e conversar com a diretoria. Esse contato também aproxima os cotonicultores do núcleo, favorecendo a troca de experiências e o compartilhamento de práticas que podem se complementar”, avaliou.
Próxima parada
O ciclo de encontros do Abapa Conecta terá continuidade no dia 4 de novembro, em Guanambi, onde a equipe da associação se reúne com os produtores do Sudoeste da Bahia. (Ascom Abapa)
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