O pagamento do Bolsa Família referente a outubro começa nesta segunda-feira (19), com valores atualizados pelo governo federal. Os depósitos serão realizados pela Caixa Econômica Federal, seguindo o calendário escalonado de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Os primeiros a receber são os beneficiários com NIS final 1.
Com a atualização, o valor mínimo do benefício passa de R$ 600 para R$ 691. As famílias também terão direito a adicionais de R$ 173 por criança de até seis anos, ante os R$ 150 pagos anteriormente, e de R$ 58 por integrante com idade entre sete e 18 anos incompletos, além de gestantes. Antes, esses acréscimos eram de R$ 50.
Outro componente do programa é o Benefício de Renda de Cidadania, cujo valor passa de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família beneficiária.
Com os novos valores, a expectativa é que o benefício médio chegue a R$ 777 por família. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a medida tem como objetivo manter o poder de compra dos beneficiários diante da inflação acumulada, especialmente em relação aos gastos com alimentação e outros produtos essenciais.
Após o crédito, os recursos poderão ser sacados em até 120 dias nos terminais de autoatendimento, nas casas lotéricas ou nas agências da Caixa Econômica Federal. Também será possível movimentar o dinheiro digitalmente pelo aplicativo Caixa Tem.
Calendário do Bolsa Família de outubro
Os pagamentos serão distribuídos conforme o final do NIS, nas seguintes datas:
O programa é voltado a famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 218, faixa que corresponde à situação de pobreza definida pelas regras de acesso ao benefício.
A permanência no programa pode ocorrer por até 24 meses mesmo quando a renda familiar ultrapassa o limite de entrada, desde que sejam respeitadas as condições previstas na chamada Regra de Proteção.
Para ter acesso ao benefício, é necessário estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e cumprir as exigências relacionadas à saúde e à educação.
Entre as condições estão a frequência escolar mínima de 60% para crianças de quatro e cinco anos e de 75% para estudantes de seis a 18 anos incompletos que ainda não concluíram a educação básica. Também é necessário manter a vacinação em dia e, no caso das gestantes, realizar o acompanhamento pré-natal.

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