
O Ministério da Saúde e a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) investigam a morte de uma menina de 8 anos com suspeita de meningite em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado.
A criança, identificada como Angela Sofia Paranaguá de Araújo, morreu na sexta-feira (16), após ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
Apesar da suspeita, ainda não há confirmação de que a morte tenha sido causada pela doença. Segundo o Ministério da Saúde, amostras foram coletadas para análise laboratorial, mas os resultados ainda não estão disponíveis.
A Sesab também informou que não há confirmação de que a menina tenha morrido em decorrência de meningite e que uma investigação epidemiológica está em andamento para confirmar ou descartar a suspeita.
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias e outros agentes. Algumas formas bacterianas podem evoluir rapidamente e exigem atendimento médico imediato.
De acordo com familiares, Sofia começou a sentir dores de cabeça e no estômago na quinta-feira (15). Ela foi levada à UPA, onde recebeu medicação, passou por uma coleta de sangue para exames e foi liberada.
No dia seguinte, a menina apresentou sinais de desorientação e convulsões. A família retornou com ela à unidade de saúde, mas a criança não resistiu.
Em entrevista à TV Oeste, afiliada da TV Bahia na região, a mãe de Sofia contou que, durante o segundo atendimento, a filha recebeu uma injeção e foi encaminhada para a sala vermelha, destinada a pacientes em estado grave. Pouco tempo depois, a morte foi constatada.
A família questiona os procedimentos adotados pela equipe médica da UPA e aponta uma suposta negligência no atendimento. Os parentes também criticam a ausência de perícia no corpo da menina imediatamente após a morte.
Segundo os familiares, apesar dos pedidos para a realização do exame, o corpo foi inicialmente liberado para o sepultamento. Durante o velório, uma equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi até o local e recolheu o corpo para a realização da necropsia.
A declaração de óbito, à qual a TV Oeste teve acesso, aponta meningoencefalite como causa da morte. A condição é caracterizada por uma inflamação que atinge as meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e o próprio tecido cerebral.
No Instituto Médico Legal (IML), foram coletadas amostras do cérebro, coração, baço, fígado e pulmão para exames que devem ajudar a esclarecer a causa da morte e identificar o possível agente infeccioso.
A pasta, no entanto, confirmou que a morte ocorrida em 16 de outubro está sob investigação e que os resultados das análises laboratoriais ainda são aguardados.
Após a morte de Sofia, familiares de colegas da escola onde ela estudava procuraram unidades de saúde do município em busca de atendimento preventivo. Outras pessoas que tiveram contato com a menina também foram à UPA para receber medicação.
A irmã de Sofia, de 1 ano e 3 meses, chegou a ficar internada na unidade com sintomas gripais, mas recebeu alta nesta terça-feira (20).
G1 BA
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