
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, contrariou o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) e reconheceu a vitória do presidente Lula (PT), mas quer esclarecer a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que estendeu o horário da votação ontem.
O que ele disse
"Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo TSE, mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos", diz Valdemar. "Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições", completa, em nota publicada nas redes sociais.
Zanin prorrogou votação até as 19h após problemas no transporte. O ministro do STF tomou a decisão após relatos de redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento de eleitores, principalmente em São Paulo e na Bahia.
Derrotado, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) não reconheceu o resultado das urnas. Ontem, ele criticou a decisão de Zanin que prorrogou o horário de votação e disse que pediria a anulação da eleição. "Tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora nessas eleições", disse.
Hoje, Flávio voltou a criticar a condução do processo eleitoral e a prorrogação do prazo de votação. "O que aconteceu nesse intervalo de tempo, ninguém consegue entender e isso precisa ser esclarecido. Ninguém sabe exatamente o impacto disso", afirmou no vídeo. Levantamento da Folha de S.Paulo com dados do TSE mostra que apenas 34,3 mil votos foram registrados após as 17h. Lula venceu contra Flávio com mais de 4 milhões de votos.
Segundo turno foi marcado por "medidas fortemente eleitoreiras, com impacto econômico e social", afirma Valdemar. "A ampliação expressiva dos gastos públicos com benefícios sociais às vésperas da votação levanta questionamentos sobre os efeitos dessas medidas em um processo eleitoral justo, além de possíveis consequências econômicas para o país."
Na corrida eleitoral, o governo antecipou pagamentos e buscou reduzir pressões do custo de vida para reforçar a campanha. A estratégia incluiu antecipar depósitos do Bolsa Família e segurar o preço dos combustíveis, além de lançar o Pé-de-Meia para universitários.
Votação estendida
Os pedidos para a prorrogação foram feitos tanto pelo PT e quanto pelo PL. A campanha petista pediu a extensão do horário em todo o país e a bolsonarista solicitou que a votação fosse estendida apenas em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Decisão valia apenas para urnas ainda abertas. Cerca de uma hora depois de determinar a prorrogação, Zanin esclareceu que a medida se aplicava somente às seções em que a votação não havia sido encerrada.
Depois, Nunes Marques orientou os TREs a manterem a votação em urnas abertas até as 19h. O presidente do TSE determinou que a prorrogação anunciada por Cristiano Zanin fosse aplicada apenas às seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas. (UOL).
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