Embasa utiliza nova tecnologia para garantir mais eficiência no tratamento da água no tempo de chuva em BarreirasBlog Bahia

20 de nov. de 2020

Embasa utiliza nova tecnologia para garantir mais eficiência no tratamento da água no tempo de chuva em Barreiras

 

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) vem adotando, em fase de testes, a tecnologia do carvão ativado na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Barreiras. Apesar de tratar a água dentro dos parâmetros de potabilidade estabelecidos pela portaria de Consolidação do Ministério da Saúde, o uso da substância torna-se mais um reforço, principalmente no período de chuvas, quando há maior acúmulo de matéria orgânica e sólidos na água bruta.


Popularmente conhecido no uso em filtros comerciais para as residências, o carvão ativado tem seu uso permitido pelo Ministério da Saúde e vem sendo utilizado em larga escala em estações de tratamento pelas empresas de saneamento de todo o Brasil. Com o uso do produto desde o início de novembro, o supervisor de tratamento da Embasa em Barreiras, Anderson Rocha, já percebe a maior eficiência no tratamento.


“Com a comprovação dos benefícios para a população e nos resultados das análises em outros sistemas da Embasa, acreditamos que o carvão ativado traga um impacto na etapa do tratamento da água bruta do rio de Ondas, principalmente com as primeiras chuvas, que carregam muita matéria orgânica e sujeira, impactando diretamente nos nossos índices do tratamento físico-químicos, como cor, turbidez, pH, e bacteriológico, como coliformes totais e termotolerantes”, afirma. A ETA de Barreiras trata 28,5 milhões de litros de água por dia para atender a demanda de 55,3 mil imóveis na sede e povoados da zona rural.


Benefícios – Há cerca de cinco anos, a Embasa vem utilizando o carvão ativado em forma de pó antes da adição do sulfato de alumínio proporcionado benefícios diretos na eficiência do tratamento da água. Segundo o supervisor de tratamento da Embasa, Antônio Coelho, o produto “adsorve” a matéria orgânica dissolvida, reduzindo o consumo de cloro na ETA, contribuindo para reduzir a concentração de subprodutos da desinfecção na água tratada, como os trihalometanos (THMs) e ácidos haloacéticos (HAAs).


O carvão ativado tem a capacidade de captar seletivamente gases, líquidos e impurezas no interior dos seus poros, cumprindo a função de “adsorvente”, retendo também substâncias que podem causar coloração, sabor ou odor na água. “Esta é uma nova tecnologia, e que foi utilizada com sucesso, por exemplo, pela Cedae [Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro] para eliminar gosto e o odor da água tratada provocados por algas”, garante Coelho.


Ainda segundo o técnico, outra vantagem da aplicação do carvão, devido ao seu alto poder para “adsorver” substâncias químicas, é trazer uma barreira sanitária contra metais pesados e substâncias orgânicas perigosas, como os agrotóxicos, que possam aparecer na água bruta. “A Embasa já utiliza o produto com muito sucesso nas ETAs de Salvador e vem expandindo gradualmente o uso do carvão ativado no interior, nas estações de Itaberaba, do Sisal e mais recentemente em Barreiras”, explica.

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