Petrobras anuncia reajuste de 10,2% na gasolina e de 15% no dieselBlog Bahia

18 de fev. de 2021

Petrobras anuncia reajuste de 10,2% na gasolina e de 15% no diesel

 

A Petrobras anunciou, nesta quinta-feira (18/2), mais um reajuste no preço dos combustíveis nas refinarias. A partir da sexta-feira (19), o valor médio do litro da gasolina será de R$ 2,48, alta de 10,2%, após reajuste de R$ 0,23. O preço médio do diesel será de R$ 2,58, depois de aumento de R$ 0,34 por litro, uma elevação de 15%.

A Petrobras já promoveu oito aumentos seguidos no preço da gasolina, disse Tavares. Apenas em 2021, o combustível acumula alta de 31%. O diesel, como o reajuste que vai vigorar na sexta-feira, terá acumulado 25% de aumento este ano. Vale lembrar que os caminhoneiros de todo o país ameaçaram fazer uma greve em 1º de fevereiro, justamente por conta do alto preço do óleo diesel. Como o combustível é utilizado no frete, o aumento pesa na inflação de quase todos os produtos.

Tavares, do Sindicombustíveis-DF, questiona a política de preços da Petrobras, que é alinhada à paridade internacional. “O último reajuste elevou a gasolina em R$ 0,15. Agora, aumenta em R$ 0,23. A isso se soma o aumento do etanol anidro, no sábado (13), com impacto de R$ 0,10 no litro e mais a revisão do ICMS, outros R$ 0,10. De sexta-feira para cá, ou seja, em praticamente uma semana, o litro da gasolina aumentou mais de R$ 0,40”, lamentou.

O empresário destacou que a margem bruta da revenda está entre R$ 0,20 e R$ 0,50. “Com os R$ 0,40 de aumento, tem posto que vai trabalhar com margem negativa. Como vão ficar os preços nas bombas depende de cada posto, dentro da sua política de preços, sua capacidade de absorver os aumentos e também de estoque”, ressaltou. Ele lembrou que o barril de petróleo disparou, como alertou o Correio.Para o assessor executivo da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Marlon Maues, a questão do preço dos combustíveis transcende a categoria dos caminhoneiros. “O aumento do diesel impacta na indústria naval, no agronegócio, no transporte de passageiros, na indústria e no comércio, porque o frete mais caro pesa no preço dos produtos. Quem sofre é a população”, disse.

Segundo Maues, a CNTA quer que os parlamentares questionem a Petrobras. “O caminhoneiro leva essa responsabilidade, mas não queremos que seja usado como massa de manobra. Clamamos para que os representantes legais, os parlamentares, questionem a política de preços dos combustíveis. É um problema nacional e uma falta de sensibilidade, em plena pandemia, a empresa buscar lucro acima de tudo”, afirmou.

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